domingo, 26 de fevereiro de 2023

Dicas para viver a quaresma

      Querido pode de Deus, estamos vivendo esse tempo tão precioso para o cristianismo. Nos próximos dois meses celebraremos os nossos cultos no tempo da quaresma e festejando a festa da Páscoa. Que época!


     Mas qual a melhor forma de viver esse período do ano? Há muitos costumes e superstições quanto a quaresma, como: não comer carne vermelha, não ir a festas, fazer jejum e por aí vai; o que em si não há nada de errado, mas estas coisas nos servem como disciplina externa, que até pode ter algum valor e nos ajudar, contudo, nada se compara ao que realmente precisamos levar em consideração nesse período.


     Por isso, quero trazer algumas dicas para que você e sua família possam aproveitar ao máximo esse tempo tão especial para a nossa vida cristã:


* Se você não tem o hábito de ir semanalmente aos cultos, aproveite esse período para criar esse costume.

* Leia e medite na palavra de Deus, especialmente nos textos dos evangelhos e Isaías. Abra o seu hinário e reflita sobre as letras dos hinos do tempo de quaresma.

* Ouça hinos e louvores cristãos, reflita sobre eles.

* Testemunha a respeito de Jesus, no seu contato com as pessoas, nas suas redes sociais, vamos nos unir e mostrar ao máximo para as pessoas o que é Páscoa de verdade.

* Aproveite esse tempo para a reconciliação, talvez você precise pedir ou dar perdão, deixar para trás as marcas negativas que te aconteceram.

* Faça da semana Santa um tempo de bastante reflexão da sua vida e principalmente não deixe de participar de um culto de Sexta-Feira Santa e Páscoa, que são momentos únicos. Lembre, celebrar a Páscoa é comemorar a festa mais importante para todos nós cristãos. É vitória de Jesus o nosso salvador, que possamos ecoar a mensagem: "Porque Ele vive, posso crer no amanhã".


     Queridos irmãos, estou a disposição, para que juntos possamos viver esse tempo de uma forma única e intensa, a partir da Palavra do nosso Deus. Quero finalizar a reflexão com as palavras de Isaías 53, que é um texto extremamente profundo para o período em que estamos vivendo. Um abençoado período de quaresma, que Deus te abençoe e te guarde.


"Ele foi rejeitado e desprezado por todos; ele suportou dores e sofrimentos sem fim. Era como alguém que não queremos ver; nós nem mesmo olhávamos para ele e o desprezávamos. "No entanto, era o nosso sofrimento que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando. E nós pensávamos que era por causa das suas próprias culpas que Deus o estava castigando, que Deus o estava maltratando e ferindo.


     Porém ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós somos curados pelo castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu.


     Todos nós éramos como ovelhas que se haviam perdido; cada um de nós seguia o seu próprio caminho. Mas o Senhor castigou o seu servo; fez com que ele sofresse o castigo que nós merecíamos. "Ele foi maltratado, mas aguentou tudo humildemente e não disse uma só palavra. Ficou calado como um cordeiro que vai ser morto, como uma ovelha quando cortam a sua lã. Foi preso, condenado e levado para ser morto, e ninguém se importou com o que ia acontecer com ele. Ele foi expulso do mundo dos vivos, foi morto por causa dos pecados do nosso povo. Foi sepultado ao lado de criminosos, foi enterrado com os ricos, embora nunca tivesse cometido crime nenhum, nem tivesse dito uma só mentira".


     O Senhor Deus diz: "Eu quis maltratá-lo, quis fazê-lo sofrer. Ele ofereceu a sua vida como sacrifício para tirar pecados e por isso terá uma vida longa e verá os seus descendentes. Ele fará com que o meu plano dê certo. Depois de tanto sofrimento, ele será feliz; por causa da sua dedicação, ele ficará completamente satisfeito. O meu servo não tem pecado, mas ele sofrerá o castigo que muitos merecem, e assim os pecados deles serão perdoados.


     Por isso, eu lhe darei um lugar de honra; ele receberá a sua recompensa junto com os grandes e poderosos. Pois ele deu a sua própria vida e foi tratado como se fosse um criminoso. Ele levou a culpa dos pecados de muitos e orou pedindo que eles fossem perdoados".     Isaías 53.


Pastor Felipe Euzebio.

domingo, 18 de dezembro de 2022

Instalação da Diretoria 2023/2024

 

Presidente: João Paulo Rods

Vice-presidente: Claudiomar Gerhardt

Secretário: Crístofer Gerhardt

Vice-secretário: Cristiano Krüger

Tesoureira: Adriana Rods

Vice-tesoureira: Adriana Gonzaga

Conselho fiscal: Andréia Gehm, Lucas Jacoby e Fernando Krumenauer.


Que Deus abençoe ricamente o trabalho desta gestão.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Ataques cibernéticos pelo mundo: As igrejas estão livres desse tipo de incidente?


 

Desde 2020, as notícias sobre ataques cibernéticos têm sido uma constante. Conforme levantamento realizado pela World Economic Forum, os maiores ataques da história foram registrados em 2012, quando o vírus Stuxnet invadiu 60.000 computadores em Teerã e destruiu 1.000 centrífugas nucleares, aniquilando o programa nuclear do Irã até hoje; em 2013, quando cibercriminosos invadiram o Yahoo e comprometeram 3 bilhões de contas de usuários; em 2016, quando um ataque DoS paralisou a internet na América do Norte; em 2017, um ataque massivo de Ransomware infectou cerca de 200.000 computadores em aproximadamente 150 países; as vítimas receberam um pedido de resgate em bitcoin.

 

No Brasil, foram registrados, só entre janeiro e agosto de 2021, mais de 439.000 ataques cibernéticos, colocando o Brasil no 2º lugar no ranking de países mais violados, segundo a NetScout.


Segundo a Checkpoint Research, o índice semanal de ataques no Brasil, em 2022, sofreu um aumento de 46% em relação a 2021, e o ano ainda não acabou.

 

                Os ataques mais comuns são o phishing, quando o usuário recebe um e-mail falso, não confere e clica em um link acreditando ser da empresa, e, com isso, abre a porta para o criminoso virtual. Em nossas casas, também sofremos esse ataque, só que o link do e-mail falso captura nossos dados bancários, e assim o criminoso realiza operações como empréstimos e transferências. 

 

                Pelo Backdoor, o criminoso encontra uma porta dos fundos aberta e invade a máquina do usuário dominando todo um sistema de uma organização. Também pode acontecer em máquinas domésticas.


                Através do DoS e DDoS, os criminosos derrubam um site ou um banco de dados, tornando inoperante a organização.

 

                Pela Engenharia Social, o criminoso usa técnicas psicológicas para enganar o usuário, obtendo deste as credenciais de acesso a um sistema. Também pode acontecer em nossa vida particular.


                Um dos ataques mais violentos é através do Ransomware, que entra na máquina através de phishing ou de Engenharia Social. Nesse ataque, o sistema inteiro é seqüestrado, levando a organização à era do papel. O prejuízo é enorme, e não falamos só em dinheiro. O impacto psicológico entre os trabalhadores é grande, o pânico é generalizado, é um quadro desolador.

 

                Como se pode ver pelas descrições acima, nada impede uma organização religiosa de sofrer um ataque cibernético.

 

                Conforme estudo da NetScout Systems, no primeiro semestre de 2022, o número de ataques cibernéticos contra organizações religiosas na América Latina teve um aumento de 78,73%. 

 

                O principal ataque registrado é o DDoS, tirando o site do ar e parando o banco de dados.


                Mais da metade desses ataques foram registrados no Brasil por motivos religiosos e políticos, e foi registrada em datas festivas das igrejas, como o ataque sofrido pela Sociedade Israelita do Rio de Janeiro, em 22 de agosto de 2021, quando realizavam uma homenagem a Dora Fraifeld.

 

                Alguns grupos hackers organizados, como Evil Corp e Anonymous, têm como prática o ataque a igrejas por motivos ideológicos. Em fevereiro de 2021, o grupo Anonymous fez um ataque ao vivo contra a Igreja Batista de Westboro, nos EUA, por discordar de sua posição sobre homossexualidade.


                Ou seja, as igrejas não estão livres de sofrerem ataques cibernéticos, que podem ser desde uma simples desconfiguração no site, como um desastroso seqüestro por Ransomware.

 

                Portanto, assim como as empresas, as organizações religiosas precisam despertar para a cultura da segurança da informação, para estarem preparadas por ocasião de um ataque.


                Da mesma forma, o cristão precisa estar sempre preparado para os ataques do diabo vestido da armadura dada por Deus: “Vistam-se com toda a armadura que Deus dá a vocês, para ficarem firmes contra as armadilhas do Diabo” (Ef 6.11).

 

                Nossa segurança está em Cristo e sua igreja: “Ele nos libertou do poder da escuridão e nos trouxe em segurança para o Reino do seu Filho amado” (Cl 1.13).


                A igreja é o nosso sistema antivírus que nos alerta para as falsas doutrinas (phishing): “Então não seremos mais como crianças, arrastados pelas ondas e empurrados por qualquer vento de ensinamentos de pessoas falsas. Essas pessoas inventam mentiras e, por meio delas, levam outros para caminhos errados” (Ef 4.14); e que nos ajuda a fechar a porta dos fundos por onde entram os maus desejos, as flexibilizações de normas; a substituição de ofertas por eventos (Backdoor): “Eu digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com explicações falsas, mesmo que pareçam muito boas” (Cl 2.4).

 

                Através dos sacramentos do altar, nossos olhos são abertos para coisas verdadeiras, que realmente importam: o pão da vida; a água viva, e com isso não teremos nosso coração e mente inoperantes por assuntos que não nos levam a nada (DoS): “E assim voltarão ao seu perfeito juízo e escaparão da armadilha do Diabo, que os prendeu para fazerem o que ele quer” (2Tm 2.26).


                A orientação de nossos pastores nos ajuda a ver a sutil artimanha do diabo, e com isso e a oração sincera, não caímos na enganação (engenharia social): “Não dêem ao Diabo oportunidade para tentar vocês” (Ef 4.27).

 

                E só assim, com Cristo e a igreja, é que não teremos a nossa alma seqüestrada pelo maligno, o pior de todos os ataques (Ransomware): “Pois o salário do pecado é a morte, mas o presente gratuito de Deus é a vida eterna, que temos em união com Cristo Jesus, o nosso Senhor” (Rm 6.23).


                As organizações , inclusive as religiosas, precisam mudar sua cultura interna com relação à segurança da informação.

 

                O cristão só precisa persistir, porque Jesus Cristo, através do batismo, já implantou em nós o programa da salvação. Só devemos permanecer: “Mas, depois de sofrerem por um pouco de tempo, o Deus que tem por nós um amor sem limites e que chamou vocês para tomarem parte na sua eterna glória, por estarem unidos com Cristo, ele mesmo os aperfeiçoará e dará firmeza, força e verdadeira segurança” (1Pe 5.10).


Fabio Rods