quarta-feira, 8 de julho de 2026

Ao redor da palavra!

 Falar sobre devoção familiar pode causar sentimentos de alegria... mas
também pode gerar sentimento de culpa. Lembramos dos dias em que
esquecemos de orar, das semanas em que a Bíblia ficou fechada, das noites em
que o cansaço venceu e das manhãs que foram corridas demais.

Mas a devoção familiar não é mais um peso sobre a casa cristã. Não é
uma prova de que somos uma família forte ou espiritualmente suficiente. É
presente de Deus. É o Senhor reunindo pecadores em torno da sua Palavra, das
suas promessas, da oração e da bênção.

Jesus disse a Marta que “uma só coisa é necessária”. Maria estava aos
seus pés, ouvindo a sua Palavra. Isso não despreza o trabalho, as tarefas, os
filhos e os problemas da casa. Mas coloca tudo no lugar certo. Antes de tudo o
que precisamos fazer, está Cristo, que vem a nós pela sua Palavra.

Por isso, a devoção em casa não substitui o culto. Ela não toma o lugar da
pregação, do Batismo, da absolvição e da Santa Ceia. Mas pode ser o lugar
onde aquilo que recebemos na igreja continua ecoando durante a semana.

Junto com este informativo, segue anexada uma pequena ordem de
devoção familiar. Ela foi preparada para ajudar você a começar de modo
simples: invocação, leitura bíblica, oração, Credo, Pai-Nosso, oração da manhã
ou da noite e bênção.

Comece! Cinco ou dez minutos já são uma bênção. Se falhar um dia, não
desista. Comece de novo. A vida cristã não é sustentada pela perfeição dos
nossos hábitos, mas pela misericórdia de Cristo. Ele perdoa, reúne, ensina,
consola e abençoa o seu lar. Amém.

Pastor Lucas Felliphe Schneider Prando 

domingo, 14 de junho de 2026

Fazer o que é certo!

 Fazer o que é certo nem sempre é fácil. Às vezes, fazer o certo custa caro.
Custa amizades, reputação, oportunidades, tranquilidade. Pedro sabia disso
quando escreveu aos cristãos que sofriam injustamente: “Se, praticando o bem,
vocês sofrem e suportam com paciência, isso é agradável diante de Deus.”

Mas aqui está o problema: quando ouvimos isso, logo pensamos que
precisamos ser fortes o suficiente. Corajosos o suficiente. Parecidos com Jesus
o suficiente. Só que, se Jesus for apenas um exemplo a ser imitado, nós estamos
perdidos. Porque... quem consegue sofrer injustamente sem revidar? Quem
consegue ser ferido e ainda responder com bondade? Nem Pedro conseguiu.
Na noite em que Jesus foi preso, Pedro teve medo. Negou Jesus três vezes.
Fugiu do sofrimento.

Então, o que mudou em Pedro? Jesus mudou Pedro. A cruz mudou
Pedro. A ressurreição mudou Pedro.

Jesus não sofreu apenas para nos mostrar como sofrer. Ele sofreu por nós.
Ele carregou nossos pecados no madeiro. Ele foi ferido pelas nossas fugas,
pelos nossos medos, pelas vezes em que não fizemos o que era certo. E, pelas
suas feridas, fomos curados.

Por isso, quando faltar coragem para fazer o certo, olhe para Cristo.
Quando você cair, volte para Cristo. Quando sofrer por fazer o bem, permaneça
em Cristo. Ele é o Bom Pastor da sua vida. Ele perdoa, sustenta e guia você no
caminho da justiça.

Amém.

 

Pastor Lucas Felliphe Schneider Prando 

terça-feira, 18 de março de 2025

O pão da pureza

 Qual não é a frustração de quem prepara uma deliciosa receita de bolo, mas, quando está para saboreá-lo, percebe que o fermento usado estava estragado? Não importa quão bons eram os demais ingredientes, o fermento estragado coloca a perder toda a receita. O que deveria ser agradável se torna insosso e desinteressante.

 

Para abordar o assunto da imoralidade entre os cristãos em Corinto, o apóstolo Paulo compara os comportamentos imorais ao fermento estragado que arruína toda a massa. O apóstolo orienta que os cristãos daquela igreja se afastem das condutas pecaminosas, a fim de preservar a integridade de todos. Ele diz: “Então vamos comemorar a nossa Páscoa, não com o pão que leva fermento, o fermento velho do pecado e da imoralidade, mas com o pão sem fermento, o pão da pureza e da verdade” (1Co 5.8). 

 

Não muito diferente do que acontece hoje, na primeira Carta aos Coríntios fica evidente como a igreja precisou lidar com assuntos sérios e polêmicos. É provável que boa parte daquelas condutas imorais sofria forte influência da cultura depravada da época. 

 

Ainda hoje a fé cristã sofre muitas tentações. As diferenças culturais formam verdadeiras barreiras para uma vida santificada. No entanto, o apóstolo Paulo lembra que uma vida consistente e agradável a Deus só é possível graças ao Salvador Jesus. Ele é o pão da pureza e da verdade, nele estamos livres e salvos de toda imundície causada pelo fermento do pecado. 

 

Oremos: Todo-Poderoso Deus, purifica meu coração e sustenta-me na fé em Jesus para que eu não seja influenciado por comportamentos perversos. Amém. 

 

Pastor Fernando Behling

domingo, 8 de setembro de 2024

A fidelidade a Palavra de Deus continua sendo necessária

          A Reforma Luterana, iniciada por Martinho Lutero no dia 31 de outubro de 1517, foi um marco decisivo na vida da igreja. Lutero, através de suas 95 teses, desafiou a autoridade papal e criticou a venda de indulgências, entre outras práticas que considerava contrárias aos ensinamentos bíblicos.


          A importância da Reforma Luterana para a igreja é inegável, pois se tornou o pilar que enfatizava a leitura e interpretação da Bíblia. A doutrina da justificação pela fé somente, ou 'sola fide', e a autoridade das Escrituras, ou 'sola scriptura', e a Salvação pela graça 'sola gatia' tornaram-se fundamentos do luteranismo, influenciando profundamente a prática religiosa e a organização eclesiástica. A Reforma Luterana contribuiu para que as pessoas tivessem acesso direto às Escrituras.


           A celebração do Dia da Reforma Protestante, em 31 de outubro, rememora não apenas a ação de Lutero, mas também a importância da igreja como um espaço de reflexão, debate e crescimento espiritual. E a ação e cuidado de Deus para com a sua igreja.


          Paulo diz em Colossenses 1.22-23: "Antes, vocês estavam longe de Deus e eram inimigos dele por causa das coisas más que vocês faziam e pensavam. Mas agora, por meio da morte do seu Filho na cruz, Deus fez com que vocês ficassem seus amigos a fim de trazê-los à sua presença para serem somente dele, não tendo mancha nem culpa. Mas é preciso que vocês continuem fiéis, firmados sobre um alicerce seguro, sem se afastar da esperança que receberam quando ouviram a boa notícia do evangelho.".


          Como é importante lembrar que antes estávamos longe de Deus e que unicamente por causa da morte de Cristo na cruz em nosso lugar temos vida verdadeira e eterna novamente. Esse é o verdadeiro Evangelho, não um evangelho de promover grandes emoções e acontecimentos. Mas de um Deus que age na simplicidade do dia-a-dia. E que aponta sim, para um acontecimento incrível: a morte e ressurreição do Filho de Deus, Jesus nosso Salvador.


          Assim, nosso papel hoje, Congregação São Lucas, continua sendo continuarmos fiéis e firmados nesse alicerce seguro que é a Palavra de Deus, e não nos modismos que vemos por aí. Que a esperança da ressurreição nos mantenha firmes, alicerçados e enraizados em Cristo Jesus. Amém.


Pastor Felipe Erdmann Euzebio