sexta-feira, 27 de maio de 2016

Informativo de junho de 2016


Cristão, um sacerdote dedicado a Deus

Em alguns filmes históricos observamos a impressionante religiosidade de alguns povos. Pessoas deixam suas famílias, amigos, vizinhanças para dedicar-se exclusivamente a seus deuses. Em determinadas ocasiões, chegam a doar suas próprias vidas em sacrifício. Os filmes retratam como certos povos levam a sério a dedicação a seus deuses.

Na religião cristã temos um ensinamento belíssimo sobre dedicar a vida a Deus. Através do apóstolo Pedro, o nosso Deus diz: "Vocês servirão como sacerdotes dedicados a Deus" (1 Pe 2.5). Cada cristão é desafiado como sacerdote a dedicar a sua vida em sacrifício a Deus.

A dedicação da vida de um cristão não consiste em abandonar a família, amigos e vizinhos. Pelo contrário, devemos ser sacerdotes dedicados onde o próprio Deus nos colocou para viver. Ali, como pai, mãe, filho, avó, avô, patrão, empregado, vizinho ou amigo, nas diferentes funções sociais, estaremos servindo ao nosso Deus com dedicação.

Jesus Cristo é a fonte de inspiração para nos dedicarmos como sacerdotes. Ele nos amou e deu a sua vida por nós. O seu amor nos alegra e nos motiva para fazermos sempre o melhor. Quando não conseguimos, e erramos, ele nos traz o consolo do perdão, e a oportunidade de sempre recomeçarmos.

Essa doutrina cristã nos leva a pensar e agir com alegria e entusiasmo diante dos muitos desafios que temos diariamente. É o próprio Deus que nos coloca e nos dá forças para viver e superar cada obstáculo em nossa vida.

Que privilégio os cristãos têm nesse mundo; ser um sacerdote dedicado a seu Deus. Por intermédio de Jesus Cristo, a todo momento, em todos lugares, com diferentes ações estamos nos dedicando a Deus

Pastor Ildo Reisner

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Amar e odiar

Você acredita em liberdade da vontade, em livre-arbítrio?

Bem, aparentemente, não há nada que indique o contrário, todos têm liberdade para fazer suas escolhas. Mas veja esta frase da escritora Marie von Ebner-Eschenbach: “Aquele que acredita em livre-arbítrio nunca amou ou nunca odiou”.

De uma forma poética, ou até irônica, ela descreve a realidade. Quando amamos, muitas vezes ficamos ‘presos’ ao objeto deste amor. Mesmo que seja um amor não correspondido. Acabamos fazendo escolhas em volta deste amor, abrimos mãos de preferências e vontades, apenas para satisfazê-lo. Vivemos um amor cego. E, por mais estranho que pareça, o mesmo acontece com o ódio. Eles também nos prende. Passamos a viver em função da pessoa ou situação odiada. Ela nos paralisa e domina os nossos movimentos.

O amor de Deus na direção do ser humano tem a  ver com liberdade de escolha: a Liberdade Dele nos escolher. Jesus Cristo vem ao nosso encontro, dá o primeiro passo. No entanto, no segundo momento, quando somos abraçados por este amor, pela fé, nós nos tornamos livres. Livres para amar, viver, aprender.  Especialmente, para não deixar que o ódio nos prenda na cela da amargura, nem que o amor cego nos tire a autonomia e a liberdade de respeitar, questionar e aprender.

Então, vamos odiar perder qualquer oportunidade de demonstrar nossa liberdade de amar o semelhante.

Pastor Lucas André Albrecht