sexta-feira, 27 de abril de 2012

As flores são raras, as pessoas são únicas

Conta-se que uma jovem tinha tudo o que desejava: um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego com ótimo salário e uma família unida e feliz. O problema é que ela não conseguia conciliar tudo. O trabalho e os afazeres lhe ocupavam quase todo o tempo e ela estava sempre em débito em alguma área da sua relação familiar. Se o trabalho lhe consumia tempo demais, ela diminuía o tempo com os filhos; se surgiam imprevistos, ela deixava de lado o marido... E assim, as pessoas que ela tanto amava ficavam para depois...

Um dia, seu pai, um homem simples, mas cheio de sabedoria, lhe deu um presente: uma flor muito rara, da qual ele só encontrara um exemplar. O pai lhe entregou o vaso com a flor e disse:

- Filha, esta flor vai ajudá-la muito mais do que você imagina! Você terá apenas que regá-la, podá-la de vez em quando e, às vezes, conversar um pouquinho com ela. Se assim fizer, ela enfeitará sua casa e lhe dará em troca esse perfume maravilhoso.

A jovem senhora ficou emocionada e feliz com o belo presente, afinal a flor era de uma beleza sem igual. O tempo foi passando, os problemas foram surgindo, o trabalho profissional consumia quase todo o seu tempo, a sua vida continuava agitada e cansativa, o que não lhe permitia cuidar da flor, como o pai lhe recomendara. Ela chegava em casa e as flores ainda estavam lá, não mostravam sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas e perfumadas. Então, ela passava direto por elas sem lhes dar a devida atenção.

Um dia, ao chegar em casa, olhou para aquela flor que o pai lhe dera e levou um susto. A planta, antes exuberante, estava completamente debilitada, suas raízes estavam ressecadas, suas flores murchas e as folhas amareladas. Imediatamente, colocou água, tentou conversar com ela e acariciá-la, mas nada adiantou. A flor morreu. Ela chorou muito, pois lembrou de tudo o que o seu pai lhe recomendara sobre os cuidados que a flor precisava... Com muita tristeza foi falar com o seu pai sobre o que acontecera...

O pai, após ouvi-la com toda a atenção, comentou:
- Eu já imaginava que isso aconteceria, e, infelizmente, não posso lhe dar outra flor, porque não tenho outra igual. Ela era a única que eu tinha, assim como seus filhos, seu marido e sua família também são únicos. Todos são bênçãos que o Senhor lhe deu, mas você precisa regá-los, podá-los, sempre que necessário lhes dar a atenção que precisam, pois, assim como a flor, os sentimentos também esfriam e, por fim, morrem. Você se acostumou a ver a flor lá, sempre viçosa, sempre perfumada, e se esqueceu de cuidar dela.

Então, o pai amoroso e sábio concluiu:
- Filha! Cuide bem das pessoas que você ama!

Com certeza, isto não aconteceu só com esta jovem senhora, mas acontece e é um desafio permanente para todas as pessoas e famílias. Não só para a mulher, a esposa, a mãe, mas para o homem, o maridos, os filhos, as crianças, os jovens, os adultos, as pessoas idosas – todos têm diante de si a oportunidade de cuidar das pessoas com as quais convivem. Seja em casa, no trabalho, na escola, sejam familiares ou amigos próximos, todos precisam da nossa atenção, do nosso cuidado, do nosso amor, da nossa amizade, do nosso carinho, do nosso tempo...

Se cada um fizer a sua parte na rede dos seus relacionamentos, todos serão beneficiados, irão se sentir acolhidos, valorizados, felizes, alegres, encorajados e motivados a seguirem a grande caminhada da vida! Cuidemos bem das pessoas do nosso relacionamento, especialmente as mais próximas de nós, pois temos apenas um exemplar de cada uma delas.

Pastor Nilo Wachholz

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Video Clipe 17



Essa gravação é da encenação do culto de sexta-feira, dia 06, com a música "Entre a fé e a razão" interpretada pela Banda Levitas.

Parabéns a todos que participaram!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O Deus que faz rir

Recentemente o Brasil perdeu um dos seus maiores humoristas. Criador de centenas de personagens tipicamente brasileiros, de humor sutil e contemporâneo, levou alegria à nação brasileira durante décadas. Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho – o Chico Anysio - será lembrado como um brasileiro que trouxe alegria ao cotidiano das pessoas.

Por ocasião de Natal, os anjos proclamaram aos pastores na campinas de Belém: “-Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês, e ela será motivo de grande alegria. Hoje nasceu o Salvador de vocês!” A efetivação dessa alegria ocorreu no domingo da Páscoa, quando Cristo vencendo a morte, ressuscitou.

Trazer alegria ao coração humano é também o propósito da Páscoa. É nesta data que se efetiva a reconciliação entre Criador e criatura. É nela que Deus nos anuncia: - Está vendo como eu te amo, meu filho?! Eu perdôo, salvo, acolho você!”

Deus não precisou de 200 personagens para trazer alegria a toda raça humana. Precisou apenas do Seu Filho, Jesus Cristo, para proporcionar felicidade duradoura a todos. Através dessa mensagem pascal Deus nos põe no colo e diz: “Você é meu filho! Nada pode lhe afastar de mim!”

Essa é a grande alegria proporcionada pela vitória de Jesus. E isso não é piada, mas faz a gente rir na certeza de que há um Deus amoroso e perdoador. E, assim, sempre lembrado em nossas vidas como aquele que nos trouxe a alegria definitiva.

Rev. Jaques C. Schlosser

segunda-feira, 26 de março de 2012

Ata da Assembleia Geral Ordinária 2


A Assembleia Geral Ordinária ocorreu após o culto do dia 25 de março de 2012 e no link abaixo está disponível para download a ata:

Clique aqui para fazer o download da Ata

quinta-feira, 22 de março de 2012

A minha lista para 2012

No filme “Antes de partir”, lançado em 2007, um mecânico interpretado por Morgan Freeman é submetido a um tratamento experimental para combater o câncer. Seu companheiro de quarto hospitalar é o próprio dono do hospital, um homem muito rico, interpretado por Jack Nicholson.

De forma dramática e cômica, o enredo da história revela um mundo de emoções que contagiam e fazem refletir sobre escolhas na vida. Ao receberem a notícia de que ambos têm pouco tempo de vida, elaboram uma lista de coisas que gostariam de fazer antes de morrer e fogem do hospital. Item por item, a lista é seguida à custa do ricaço: pulam de paraquedas, pilotam carros de corrida, fazem viagens pelo mundo. Em certo momento, eles estão no Egito apreciando o pôr-do-sol próximo às Pirâmides. Então, um deles comenta que no antigo Egito havia a crença de que, quando uma pessoa morria e chegava à presença de Deus, lhe era perguntado: - Você encontrou alegria em sua vida? Você proporcionou alegria para os outros? Dependendo da resposta, a pessoa era admitida no paraíso.

A fé cristã nos mostra o jeito certo para ser feliz, proporcionar felicidade aos outros e entrar no paraíso. Mas, penso que este filme tem um recado especial para nós, pessoas que confessam com Paulo que “viver é Cristo e morrer é lucro” e, por isso, com o mesmo sentimento ambíguo: “se eu continuar vivendo, poderei ainda fazer algum trabalho útil. Então não sei o que escolher. Estou cercado pelos dois lados” (Fp 1.22-23). Digo isso, porque só elaboramos uma lista de prioridades quando temos que encarar a morte eminente, ou quando somos obrigados a deixar para trás coisas importantes que não valorizamos. Por exemplo, após passar os 365 dias de 2011, descobrir que perdemos muitas coisas por simples desleixo, teimosia e ignorância.

Quando Paulo escreve esta carta aos filipenses, ele está na cadeia e percebe o advento da sua morte. Nesta situação, ele pega a sua lista e desabafa: “O meu grande desejo e a minha esperança são de nunca falhar no meu dever” (1.20). Este também deveria ser o nosso anseio: nunca falhar no dever. Algo parecido com o doloroso drama de Flávio, membro da minha congregação, que visitei quando escrevia estas linhas. Aos 50 anos, tem um tumor na cabeça, perdeu os movimentos do corpo e respira com a ajuda de aparelhos. Antes de receber a Santa Ceia, lembrou-se de seu filho de nove anos e o desejo de ir ao culto. Voltei para casa com o coração partido, pensando nos meus filhos, no privilégio de poder ir aos cultos e em todas as bênçãos que desfruto.

No filme, depois de muitas viagens pelo mundo, a doença do mecânico se agrava e eles precisam voltar para casa. E é em casa que eles descobrem que o melhor da vida é “o agora”, na companhia de pessoas que tanto amamos. É um tanto perigoso viver “o agora”, pois pode gerar irresponsabilidades. Mas é a pura verdade que, quando passamos boa parte da vida querendo viver o amanhã e desprezando as oportunidades do presente, um dia vamos olhar para trás e nos arrepender por coisas que deixamos de fazer. Creio que esse sentimento de contrição é comum, pois todos aprendem errando.

No entanto, têm coisas que podemos aprender antes de errar. Uma maneira é olhar a vida dos outros, pelos seus bons e maus exemplos. Igual a história do jogador Sócrates que desperdiçou seu talento, sua inteligência e a própria vida com o álcool.

Ninguém sabe quanto tempo de vida ainda lhe resta, mas todos têm noção de que ela é finita e passa correndo. Temos uma lista? Queremos conhecer lugares, pular de paraquedas? Cada um projeta o que está no coração e no alcance de realizar. No entanto, o que faríamos se soubéssemos que temos pouco tempo de vida?

Não precisamos de uma notícia assim para rabiscar uma lista. Foi Jesus quem disse: “O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira? Pois não há nada que poderá pagar para ter de volta esta vida” (Mc 8.36-37). Esta vida nós já temos, e a morte não pode tirá-la de nós. Cada minuto, cada hora, cada dia de 2012 são uma nova oportunidade para cumprir o nosso dever, o dever de amar aqueles que estão próximo, ao nosso lado...

Pastor Marcos Schmidt