sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Boa influência

 “Não se misture com essa gentalha”, dizia constantemente a mãe para o seu filho, personagens de um programa de televisão. Ela falava assim porque considerava que a companhia de algumas pessoas da vila onde moravam, poderia trazer malefícios para seu “tesouro”, seu filho. Muitos pais se preocupam com as amizades dos filhos, por isso alertam quanto ao perigo. Contudo, eles nem sempre são ouvidos e os filhos voltam a conviver com aqueles que não são uma boa influência.

 

O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo, a quem ele considerava como seu filho na fé. O alerta de Paulo se parece muito com o alerta dos pais quando veem um filho em perigo. Paulo falou sobre os tempos difíceis que os cristãos enfrentariam, tempos em que haveria pessoas egoístas. E mais: “Parecerão ser seguidores da nossa religião, mas com as suas ações negarão o verdadeiro poder dela. Fique longe dessa gente!” (2Tm 3.5), ele afirmou.

 

A preocupação do apóstolo tem razão de ser, pois, quando pessoas estão entre os cristãos mas têm uma fé fingida, de aparência, isso pode fazer com que muitas pessoas se distanciem de Jesus. Por outro lado, há muitas pessoas que estão distantes da igreja, pecadoras, e que, como cada um de nós, precisam do perdão de Jesus. Algumas delas podem estar desesperadas por causa do pecado e precisam de nós para que a mensagem de restauração chegue até elas, a mensagem que fala do perdão e do amor de Deus oferecido a elas.

 

Por isso, sejamos nós a boa influência, não porque somos perfeitos e não cometemos pecados, o que seria uma mentira, mas porque conhecemos o caminho, Jesus, onde há perdão e graça concedidos gratuitamente.

 

Oremos: Senhor, perdoa-me por ter sido muitas vezes uma má influência, levando pessoas a se distanciarem de ti. Ajuda-me a ser uma boa influência, para que elas conheçam o teu perdão e amor. Amém.

 

Pastor Juan Iurk Nogueira  

domingo, 24 de outubro de 2021

Mercado financeiro e a vida cristã

 

Em 22 de fevereiro de 2021, o mercado das criptomoedas acordou em polvorosa.

Após um período de alta, o Bitcoin sofria uma correção com uma queda de mais de 18% em poucas horas.

Tendo alcançado incríveis 315 mil reais, despencava para 260 mil reais.

No momento em que escrevo este artigo, assisto nos grupos em que interajo, algumas pessoas se desesperando, vendendo seus Bitcoins, proferindo xingamentos. No entanto, uma parcela, como eu, estava extremamente calma.

O que difere esse comportamento dentro de um mesmo grupo?

A resposta é: conhecimento.

Quem entende de criptomoedas, e mais especificamente do Bitcoin, sabe que ele sofre uma correção a cada trimestre. Não se sabe o dia nem a hora, nem o percentual. Mas sabe que vai acontecer. E mais, sabe que, após a correção, a alta é maior e os benefícios serão maiores.

Por outro lado, aqueles que não quiseram estudar, não quiseram aprender, mas somente investir para ter lucro, acabaram por amargar prejuízos – dependendo do caso – enormes prejuízos.

– O que isso tem a ver com a vida cristã?

É uma alegoria. O cristão, que tem fé na ressurreição, é como se fosse o grupo que se dedicou a estudar e aprender sobre o Bitcoin. Ele estudou as Escrituras, seguiu as Escrituras, manteve sua vida em congregação, e sabe, tem certeza, de que a morte virá, para todos, só não sabe o dia nem a hora. Esse cristão não se desespera em meio à morte, pelo contrário, ele age tranquilamente, e faz isso porque tem esperança.

Essa esperança é a fé de que a ressurreição é o benefício muito maior que vem após a morte. Um benefício inimaginável, como diz o apóstolo Paulo (Fp 1.21): “Para mim viver é Cristo, e morrer é lucro”.

Infelizmente, no dia do Juízo Final, veremos muitas pessoas se desesperarem, porque nunca quiseram aprender sobre essa esperança; e, assim como os investidores de Bitcoin, passaram suas vidas tentando almejar por lucros sem sequer saber onde estavam pisando.

Estamos vivendo o princípio das dores. Tudo que nosso Senhor Jesus Cristo falou que iria acontecer está acontecendo: guerras e rumores de guerras. Fome. Doenças. Famílias se desintegrando (Mt 24.6-8).

Mas ele também disse: “Não se assustem” (Mt 10.31) é um consolo. E prometeu: “Quem ficar firme até o fim será salvo” (Mc 13.13), é esperança.

O evangelho é assim: consolo e esperança.

De que forma pode haver consolo?

O próprio Jesus afirmou estar conosco. Ele está junto, e estando junto, não devemos temer, nos amedrontar, como Pedro fez no barco (Mt 14.30).

Em todo seu tempo aqui na Terra, Jesus sempre nos encorajou e ainda nos encoraja: Não tenham medo. E a esperança está nas suas promessas: Quem permanecer será libertado; quem resistir será coroado.

Eu tenho essa tranquilidade, e gostaria muito que você, que estiver lendo esta revista, tenha a mesma tranquilidade que eu tenho com relação à morte. Caso você ainda não tenha, entre em contato com uma igreja mais próxima de sua casa, consulte nosso site: ielb.org.br.

 

Fabio Leandro Rods Ferreira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Deus está em todos os lugares

 Talvez estejamos nos sentindo sozinhos neste instante. Quem sabe até mesmo nos sintamos abandonados. Na verdade, esse sentimento é muito humano. Basta a dor, a doença, a preocupação, enfim, o sofrimento aparecer, que logo nos vem à mente o pensamento de que Deus nos abandonou ou de que ele não pode estar o tempo todo ao nosso lado. E esse sentimento de abandono pode ser desesperador.

 

Nós precisamos de Deus a cada momento. E mesmo que não esteja claro para nós, a cada instante da nossa vida Deus está disponível para nos ouvir e nos ajudar. A Bíblia nos ensina que Deus tem o atributo da onipresença. Ou seja, ele está em todos os lugares, o tempo todo. Ele vê tudo e todos. Ele mesmo afirmou isso por meio do livro do profeta Jeremias: “Eu sou o Deus que está em toda parte e não num só lugar. Sou eu, o Senhor, quem está falando” (Jr 23.23). Essa afirmação de Deus nos revela o seu poder e a sua graça.

 

Na pessoa de Jesus, Deus se fez presente entre nós. A sua presença é repleta de amor. Ele conhece o seu povo, pois criou todas as pessoas. Por isso, ele conhece a nossa intimidade, os nossos sofrimentos e os nossos pecados. E, apesar dos nossos pecados, está disposto a perdoar e salvar.

 

É muito bom saber que, em Jesus, o Pai nos envolve dessa maneira, de modo tão misericordioso. Assim, mesmo quando aquela sensação de abandono vier nos afligir, podemos nos lembrar de que Deus está em todos os lugares e está presente também em nossa vida com o seu socorro e consolo. Em sua Palavra, ele nos garante isso e podemos confiar no que ele nos diz.

 

Oremos: Senhor Jesus, obrigado por seres a presença constante de Deus em nossa vida. Perdoa-nos por tantas vezes duvidarmos da tua companhia. Ajuda-nos a confiar nas tuas promessas e em tua Palavra. Em teu nome oramos. Amém.

 

Pastor Iderval Strelhow    

sábado, 4 de setembro de 2021

Esperança

 A esperança é o sentimento de que algo que desejamos se realizará. Há esperança pela cura e por saúde, pela harmonia na família e nas amizades. Esperamos pelas bênçãos de Deus e por coisas que, provavelmente, não receberemos. Enfim, a esperança nos move a vivermos na expectativa de que o melhor está por vir.

 

Talvez estejamos desanimados ou cansados de esperar, a ponto de a nossa esperança estar fragilizada. É possível que pensemos que não haja nada mais a fazer. Também é provável que muitos, sem esperança, pensem que Deus não existe, pois parece que ele nunca vem nos socorrer.


É interessante notar que esse sentimento não é somente nosso. Homens e mulheres em todos os tempos tiveram de lidar com o desânimo e com a falta de esperança. O salmista, há muitos séculos, relatou que estava aflito e cansado, e que ansiava pelo consolo do Senhor Deus. Apesar disso, ele escreveu: “Eu ponho a minha esperança na tua palavra” (Sl 119.81).

 

Esse texto bíblico é confortador. O salmista nos convida a confiarmos na Palavra de Deus, isto é, naquilo que Deus fala. Nisso nós podemos esperar com confiança. Nesse sentido, temos boas notícias: Deus nos ama, ele quer o nosso bem. Ele, especialmente, quer nos perdoar e salvar. O desejo de Deus é que entremos no céu, que estejamos para sempre na presença dele. Por meio de Jesus, Deus providenciou tudo para que isso aconteça. Assim, em Jesus, a nossa esperança faz sentido e, pela fé, a expectativa se transforma em certeza. Em Jesus, vale a pena esperar agora e sempre.

 

Oremos: Querido Jesus, aumenta a nossa fé e a esperança em tudo aquilo que, por graça, nos deixaste escrito em tua Palavra. Que a nossa espera pelo Senhor seja consoladora agora e plenamente feliz na eternidade. Em teu nome. Amém. 

 

Pastor Iderval Strelhow