terça-feira, 25 de novembro de 2008

Caído na calçada

Ontem saí de casa mais cedo do que o normal e a temperatura era amena de primavera e o dia estava amarelo e azul e do som do meu carro se evolava o rock suave da Itapema e eu me sentia realmente bem. Estacionei numa rua quase bucólica do Menino Deus e vi que ali perto um catador de papel puxava sua carrocinha sem pressa.
Era magro e alto, devia andar nas franjas dos 50 anos e tinha a pele luzidia de tão negra. Ao seu lado saltitava um menino de, calculei, uns quatro anos de idade, talvez menos. Devia ser o filho dele, porque o observava com um olhar quente de admiração, como se aquele homem fosse o seu herói. Bem. Ao menos foi o que julguei, certeza não podia ter.
Já ia me afastar quando, por entre as grades da cerca de uma creche próxima, voou um brinquedo de plástico. Um desses robôs cheios de luzes e vozes, que se transformam em nave espacial e prédio de apartamentos, adorado pelas crianças de hoje em dia. Algum garoto devia ter atirado o brinquedo para cima por engano, ou fora uma gracinha sem graça de um amigo.
O menino que era dono do brinquedo colou o rosto na grade como se fosse um presidiário, angustiado. O filho do catador de papel correu até a calçada, colheu o robô do chão e não vacilou um segundo: retornou faceiro para junto do pai, o brinquedo na mão, feito um troféu. Olhei para o menino atrás da cerca. Estranhamente, ele não falou nada, não gritou, nem reclamou. Ficou apenas olhando seu brinquedo se afastar na mão do outro, os olhos muito arregalados, a boca aberta de aflição.
Muito orgulhoso, o filhinho do catador de papéis mostrou o brinquedo ao pai. O pai olhou. E fez parar a carrocinha. Largou-a encostada ao meio-fio. Levou a mão calosa à cabeça do filho. E se agachou até que os olhos de ambos ficassem no mesmo nível.
A essa altura, eu, estacado no canteiro da rua, não conseguia me mover. Queria ver o desfecho da cena. O pai começou a falar com o menino. Falava devagar, com o olhar grave, mas não parecia nervoso. Explicava algo com paciência e seriedade. O menino abaixou a cabeça, envergonhado, e o pai ergueu-lhe o queixo com os nós do dedo indicador. Falou mais uma ou duas frases, até que o filho balançou a cabeça em concordância.
A seguir, o menino saiu correndo em direção à creche. Parou na grade, em frente ao outro garoto. Esticou o braço. E, em silêncio, devolveu-lhe o brinquedo. Voltou correndo para o pai, que lhe enviou um sorriso e levantou a carrocinha outra vez. Seguiram em frente, o pai forcejando, o filho ao lado, agora não saltitante, mas pensativo, concentrado.
Então, tive certeza: aquele olhar com que o menino observara o pai era mesmo de admiração, ele era de fato o seu herói.

Que exemplo para muita gente, não é mesmo?

Texto de David Coimbra (Zero Hora).
Enviado por Pastor Iderval.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

CD Encontro Musical


Este CD tem o objetivo de registrar o encontro de bandas realizado dia 28 de junho em Alvorada, marcando e valorizando o empenho e o trabalho destas bandas e grupos que em muitos casos entram pela primeira vez em estúdio e através de sua música louvam a Deus.

A primeira faixa desse CD é Te Peço escrita pela Milena Scholten que faz parte da JULIPI.

Prestigie nossa juventude com esse trabalho, compre o seu CD com os jovens da São Lucas!


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Racismo

Além de ser chamado de “macaco” dentro do avião, o músico Dudu Nobre sofreu agressão física e o caso foi parar na polícia. A discriminação racial pelos próprios comissários de um vôo dos Estados Unidos para o Brasil, nesta última segunda-feira, merece reflexão onde o preconceito racial é sutil e disfarçado, e por vezes grosseiro como neste episódio. Hoje (dia 20) é o Dia da Consciência Negra em nosso país, inspirado na morte do negro Zumbi em 20 de novembro de 1695. O tema tem importância na Bíblia, que descreve a discriminação como um pecado que bate em cheio contra o amor universal de Deus. O apóstolo Paulo lembra que não existe diferença entre as raças, porque Deus é o mesmo Senhor de todos e abençoa indistintamente os que lhe pedem ajuda (Romanos 10.12). No entanto, a própria Bíblia é usada erroneamente para se afirmar que a cor negra da pele é um castigo divino. Dizem que Cão, filho de Noé, ficou negro ao ser amaldiçoado (Gênesis 9.22). Ora, fico imaginando se um dia este tipo de religioso encontrar-se com um Jesus preto no Juízo Final. Se “maldição” é compreendida desta forma, então o que dizer da minha pele branquela, pré-disposta ao câncer e ao envelhecimento precoce sob os efeitos do sol? Em todo o caso, estas heresias andam soltas por aí, a exemplo de Satanás que inverteu o sentido das palavras de Deus na tentação contra Jesus (Mateus 4.1-11).

Racismo é um escândalo (escândalo vem do grego e significa “separação”) que diabolicamente (diabo significa “aquele que separa”) traz divisão na própria igreja cristã. Um péssimo exemplo vem dos Estados Unidos onde existem igrejas de brancos e igrejas de negros. E agora o grande desafio para este país da Ku klux klan – organização que tem a própria cruz como símbolo para defender a “supremacia da raça branca” – será proteger Barak Obama contra racistas fundamentalistas, os mesmos que mataram Martin Luther King. Mas isto é um mal globalizado, que provoca divisões e injustiças pelo mundo afora nesta Babel de arrogância.

Não podemos e nem queremos mudar a cor da nossa pele, nem a raiz de costumes e culturas. Mas quando estas coisas criam diferenças presunçosas de tratamento com as pessoas, isto ofende o Criador que ama a todos indistintamente, e estraga a grande missão da igreja. A Bíblia diz com todas as letras: “Meus irmãos, vocês que crêem no nosso Senhor Jesus Cristo, nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência” (Tiago 2.1). O teólogo luterano Gottfried Brakemeier escreve que Deus criou um mundo multiforme, em que cada "peça" tem sua característica inconfundível. Que o propósito de Deus nesta diversidade é a complementação de uns pelos outros e no serviço mútuo, usando cada qual o dom que recebeu. “Discriminação racial equivale a desprezo ao Deus Criador, que moldou a criação assim como a fez, e que por amor a ela deu o seu Filho Unigênito”.

Texto de Marcos Schmidt, Pastor luterano na Comunidade São Paulo em Novo Hamburgo, RS

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Saiba um pouco mais sobre a Igreja Luterana

A IGREJA CRISTÃ, A REFORMA LUTERANA E A IELB
A palavra "igreja" vem do vocábulo grego "ekkleesía", que significa uma assembléia convocada para uma finalidade especial, a princípio, política, depois, também religiosa. Assim, a IGREJA CRISTÃ é o conjunto daqueles que foram chamados por Deus e se reúnem por causa de Cristo. É, portanto, a união, a comunhão dos crentes em Cristo, daqueles que, pela fé Nele, foram incorporados no reino de Deus, na família de Deus, na igreja de Deus. Deve-se distinguir entre "igreja invisível" (que é exatamente esta comunhão universal acima) e "igreja visível" (que são as organizações humanas).

O COMEÇO DA IGREJA CRISTÃ
O início da Igreja Cristã aconteceu, quando Cristo ainda estava aqui na terra, com os seus primeiros seguidores (discípulos). Momentos antes de Cristo subir ao céu, ele deu aos seus seguidores a suprema tarefa de espalhar a sua mensagem (=obra) salvadora por todos os cantos da terra. Era (e ainda é) a sua vontade que todos os homens venham a crer nele, a fim de que possam receber perdão, salvação e a vida eterna.Por ocasião da ascensão de Cristo, cerca de 500 crentes estavam reunidos. Pouco tempo depois, no dia Pentecostes, cerca de 3.000 foram acrescentados à igreja (At. 2). Em seguida, mais uns 5.000 (At. 4). Fiéis cristãos, os discípulos de Cristo levaram a sério a ordem missionária. Tanto que, em algumas décadas, já existiam cristãos espalhados em várias regiões da África, Ásia Menor e Europa. O missionário que mais se destacou neste período foi o apóstolo Paulo.

O DESENVOLVIMENTO
Sempre tendo à frente cristãos fiéis, o evangelho de Cristo foi levado e aceito por muitas pessoas. Apesar de muitas perseguições e de muitos cristãos mortos pela sua fé, o cristianismo florescia em muitos lugares. Mas enquanto os anos passavam, e a Igreja crescia, também surgiram muitos problemas, normalmente motivados por cristãos falsos e interesseiros. Surgiram problemas de ordem estrutural, política e, especialmente, doutrinária. E assim, no decurso dos séculos, vários desvios doutrinários se infiltram nos ensinamentos da Igreja, afastando-a do verdadeiro evangelho de Cristo. Cristãos piedosos e preocupados fizeram várias tentativas de levar a Igreja de volta ao ensino de Cristo. Entre eles podem ser citados Agostinho, Pedro Waldo, João Wiclif e João Hus. Mas pouco conseguiram. O erro e os interesses persistiram. E parecia que eles cresciam sempre mais.

A REFORMA
A situação estava num ponto crítico, quando surgiu na história um alemão: Martinho Lutero. Preocupado em ser um cristão fiel, Lutero logo se viu diante de dois problemas básicos. O primeiro: não conseguiu sentir-se tranqüilo diante da (falsa) doutrina da salvação por boas obras. Tentou muito, mas não conseguiu sentir-se aceito diante de Deus. Até que descobriu que a Bíblia diz exatamente o contrário: O JUSTO VIVERÁ POR FÉ (Rm 1.17). Isto é: bastava crer em Cristo para ser salvo e aceito por Deus.
O segundo problema: a Igreja estava praticando um sistema mercantilista com o perdão dos pecados. Dizia que, através do pagamento de determinada quantia, os fiéis tinham suas penas diminuídas no purgatório. Este procedimento tornou-se um rendoso negócio para os ávidos bolsos do papa e dos bispos, que passaram a viver em crescente poder e luxo.
Sempre baseado na Bíblia, Lutero pretendeu modificar esta situação decadente e degradante. De várias maneiras procurou fazer com que a Igreja retrocedesse e voltasse a seguir e a ensinar o que a palavra de Deus diz. Mas a busca e acumulação desenfreada de riquezas e poder não eram fáceis de ser vencidas. E, tentando manter as coisas como estavam a Igreja Romana tentou silenciar a Lutero por todos os meios, saindo invariavelmente sempre frustrada. Lutero, resoluto, não cedia. Sabia que estava certo. Sua fonte era a Bíblia.
O temido por muitos aconteceu em 1521: Lutero foi expulso da Igreja Romana e considerado um herege. Na verdade, Lutero não queria este rompimento, mas tão-somente restaurar a difusão do puro evangelho de Deus. Mas como diz a Bíblia: "Importa antes obedecer a Deus do que aos homens".
Em pouco tempo, os seguidores de Lutero aumentaram consideravelmente, incluindo príncipes, ex-padres e freiras, professores, agricultores, espalhados por várias regiões da Alemanha e, logo por vários países. E assim estava definitivamente determinado o nascimento da Igreja Luterana.

AS CONFISSÕES LUTERANAS
Além dos credos: Apostólico, Niceno e Atanasiano, a Igreja Luterana possui outras confissões, escritas por Lutero e seus colaboradores. Estas confissões mostram que a Igreja ensina, conformem a Bíblia. As confissões são: "A Confissão de Ausburgo" (1530), "A Apologia da Confissão de Ausburgo" (1530), "Os Artigos de Esmalcalde" (1537), Os Catecismos Maior e Menor (1529), "A Fórmula de Concórdia" (1577). Todas estas confissões foram reunidas num só livro e publicadas em 1580, sob o nome de "O livro de Concórdia".

A IGREJA LUTERANA NA AMÉRICA DO NORTE
O crescimento da Igreja Luterana nos anos posteriores ao período da Reforma foi muito grande. Entre os séculos 16 e 17, o luteranismo já estava presente na Dinamarca, na Noruega, na Suécia, na Finlândia, etc.
Na metade do século XIX (cerca de 1840), um grupo de imigrantes alemães, da Saxônia, foi para a América do Norte. Sendo luteranos, logo se preocuparam em fundar uma igreja na nova terra. Assim, em 1847 foi organizada a Igreja Luterana – Sínodo de Missouri, pois foi fundada no estado de Missouri nos Estados Unidos – porta de entrada destes imigrantes luteranos. Esta igreja cresceu rapidamente e logo iniciou atividades missionárias em outros países: Canadá, México, Índia, Coréia, Japão, Nigéria, Brasil, etc.

OS LUTERANOS NO BRASIL
Em fins do século XIX soube-se que entre os imigrantes alemães e seus descendentes havia muitos luteranos. Precisavam de atendimento religioso. De 1860 até fins do século foram enviados da Alemanha cerca de 70 pastores, especialmente para o Rio Grande do Sul, em sua maioria procedentes da Igreja Evangélica Unida da Alemanha (uma união de luteranos e reformados). Em 1886 foi organizado o Sínodo Riograndense, hoje a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, contando aproximadamente 700.000 membros batizados. A Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB). O Sínodo de Missouri enviou ao Brasil, no ano de 1900, um pastor, Rev. Broders – para investigar a possibilidade missionária. Ele começou o trabalho na localidade de São Pedro, município de Pelotas, Rio Grande do Sul. Aprovado o trabalho, logo chegaram outros missionários. E em 24 de junho de 1904 foi fundada Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), na atual cidade de São Pedro do Sul, a 30 km de Pelotas, RS. A IELB se desenvolveu e ampliou suas atividades para todos os estados do Brasil. Atualmente (2006), possui cerca de 230 mil membros batizados. Além disso, a IELB iniciou a missão no Paraguai (hoje já igreja-irmã) e em Portugal (cuja missão ainda mantém).

ORIGEM E PERFIL DA IELB
Muito cedo, luteranos aportaram no Brasil. Já em 1532, o filho de um amigo de Lutero, Heliodoro Eobano, desembarcou em São Vicente, SP, onde professou sua fé.Em 1817, o governo da Prússia, o maior estado alemão, impôs a união de luteranos e reformados calvinistas. Muitos não aceitaram essa imposição, formando igrejas puramente luteranas em toda a Prússia. Dessas igrejas independentes, alguns emigraram para o Novo Mundo, formando igrejas de cunho marcadamente confessional. Luteranos dessa tendência, da Igreja Luterana-Sínodo Missouri dos Estados Unidos, vieram para dar assistência a emigrados alemães luteranos no Brasil. Originada das igrejas luteranas independentes confessionais, essa se tornou uma característica marcante na história da IELB. Na sua literatura teológica e devocional, nos temas de suas conferências e convenções, essa tem sido a ênfase mais presente.
Luteranos no Brasil a maior parte dos alemães que emigraram ao Brasil no século XIX fixaram residência no Rio Grande do Sul. Aí organizaram-se, de acordo com a sua origem, em luteranos, reformados ou unidos. Em 1886, fundou-se o Sínodo Rio-grandense, sob a liderança do Rev. Wilhelm Rotermund. Em 1968, esse Sínodo, com o Sínodo Evangélico Luterano de Santa Catarina, Paraná e outros Estados da América do Sul (1905), a Associação de Comunidades Evangélicas de Santa Catarina e Paraná (1911) e o Sínodo Evangélico do Brasil Central, formaram a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).

IELB
A pedido do pastor Johann F. Brutschin, de Novo Hamburgo, RS, a Igreja Luterana - Sínodo de Missouri dos Estados Unidos enviou ao Brasil o pastor Christian J. Broders. Este fundou, no dia 1° de junho de 1900, com 17 famílias, a Comunidade Evangélica Luterana São João, em São Pedro, a 40 km de Pelotas, RS. Em 1904, no dia 24 de junho, foi fundada, em São Pedro do Sul, perto de Santa Maria, RS, com a presença de 14 pastores, um professor e 10 leigos, representando 10 comunidades com aproximadamente três mil membros, a Igreja Evangélica Luterana do Brasil.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Culto do Dia das Crianças

Segue abaixo algumas imagens e um breve relato do culto das crianças realizado dia 19 de outubro, que por sinal estava ótimo!

No altar além dos paramentos tradicionais, havia uma toalha do personagem Smilingüido e potes de balas, como decoração.

As crianças participaram a todo momento, aqui foi a saudação cantando "Oi amiguinho, bem-vindo é"...

...quem tocou esta música foram os talentosos alunos do professor Mateus (Cristiano, Anderson, César e a Juliana)

As meninas Marcela, Laura, Luisa e Aline, representaram com os gestos a música "Sou criança de Jesus".

Raquel e as alunas Aline (teclado) e Luisa (flauta), em uma das músicas que tocaram, a Nina foi vocalista.

As professoras fizeram uma encenação para ilustrar a mensagem, e receberam uma homenagem no final do culto.

Teve uma homenagem aos professores da escola dominical e outra para os professores dos talentos (música).

Aline está lendo uma mensagem para os professores.

Aqui os professores estão ouvindo a mensagem.

As crianças também ficaram na recepção, recolheram as ofertas, cantaram, fizeram dança litúrgica, e a oração no culto.

sábado, 25 de outubro de 2008

Culto e Leituras

No último dia 5 tivemos culto sobre a preparação da mesa para receber visita...

...e a nossa mesa estava linda!

Tivemos a oportunidade de ouvir o confirmando Matheus...

...e o confirmando Thobias fazerem as leituras do dia.

sábado, 18 de outubro de 2008

12º Festival Missionário Cristo para Todos

Abaixo temos fotos do culto do 12º Festival Missionário Cristo para Todos, realizado domingo dia 28 de setembro em Canoas.

Pastor Iderval sempre marcando presença

Coral afinado

Momento da bênção

Alguns dos nossos membros marcando presença

Outros dos nossos membros na hora da confraternização

Pastores de várias Comunidades